05/02/2010
Homem é preso acusado de aplicar o “golpe do emprego”
Ailton Lima
Investigadores da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil, coordenados pelo delegado Claudinei de Souza Lopes, prenderam Francisco de Assis dos Santos Dionizio, de 42 anos de idade, anteontem, por volta das 17h, na Praça Brasil, por suspeita de estelionato.
Segundo o delegado, o suspeito foi preso após tentar obter vantagem ilícita no valor de R$ 1,5 mil ao enganar uma vítima com a falsa promessa de um emprego de fiscal numa usina que estaria sediada em Dourados (MS), mas com escritório na avenida Rio Branco, em Rondonópolis. Os investigadores estiveram no local indicado e constataram a inexistência do prédio, bem como os respectivos números de telefones informados. A usina também não existe.
O dinheiro solicitado da vítima seria para adiantar a suposta documentação e agilizar o processo de admissão na usina, onde o trabalhador teria ganho salarial de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil. A vítima que o denunciou disse à polícia já havia adiantado R$ 50,00 ao acusado na última sexta-feira (29/01). Conforme o delegado, outra vítima esteve no CISC e também confirmou que Francisco usou o mesmo artifício com ela.
De acordo com a polícia, Francisco está sendo investigado por outra modalidade de estelionato como possível vendedor de terrenos inexistentes ou pertencentes a pessoas que desconhecem as transações fraudulentas.
Claudinei Lopes ressalta que já é a terceira vez que equipe da Depatri prende Francisco. Segundo o policial, no ano de 2008 foi cumprido um mandado de prisão preventiva originado da Comarca de Tangará da Serra por crime de receptação, após Francisco ser indiciado por crime de estelionato continuado, onde teria enganado vários empresários em Rondonópolis, lucrando cerca de R$ 130 mil. Também, no mesmo ano, ele foi preso e autuado em flagrante acusado de crimes de roubo e formação de quadrilha.
Agora, o delegado Claudinei Lopes autuou Francisco por crimes de tentativa de estelionato e uso de documento falso, sendo apreendidos vários documentos, como escrituras, contratos sociais e um cartão de CNPJ de uma empresa fantasma que seria especializada em reciclagem de pneus, mas que nunca foi instalada no Distrito Industrial local, sendo a mesma, segundo a polícia, utilizada para enganar as vítimas no ano de 2008.
Fonte:
A Tribuna |