16/04/2010
Operação desarticula quadrilha de clonagem de cartão de crédito.
Da Redação do pe360graus.com
Quarenta policiais civis, ligados ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), cumpriram cinco mandados de prisão no Grande Recife, nesta sexta-feira (16), num trabalho para desarticular uma quadrilha que clonava cartões de crédito. De acordo com a polícia, dos seis acusados, quatro trabalhavam como caixas de uma grande rede de supermercados e os crimes aconteciam dentro das lojas.
De acordo com o gestor do Depatri, delegado Antônio Barros, a quadrilha vinha sendo investigada há dois meses e seria muito difícil para as vítimas perceberem que estavam sendo enganadas. “A máquina usada para a clonagem é praticamente igual aos equipamentos tradicionais. Quando eles se sentiam seguros, faziam a troca e ninguém percebia”, diss.
Segundo a polícia, a diferença está nos mecanismos internos, usados para registrar os dados dos cartões alheios. “É esse mecanismo que captura as informações dos cartões que serão clonados”, explicou. A investigação assegurou ainda que a direção dos supermercados não sabia do golpe que era aplicado nos caixas.
Ryênio Serafim da Silva, David Rodrigues dos Santos e Walisson Ribeiro Dourado de Oliveira trabalhavam como operadores de caixas nos supermercados. De acordo com a polícia, José Jorge de Medeiros fornecia as máquinas adulteradas que capturavam as informações dos cartões de crédito dos clientes. Nathália Carla de Farias fazia compras com os cartões clonados. Gerson Dias da Cruz, também suspeito de participar da quadrilha, está foragido.
Nathália Carla de Farias e José Jorge de Medeiros já haviam sido detidas em janeiro passado pelo mesmo crime. Numa gravação do circuito interno de segurança do supermercado, Ryênio Serafim da Silva é flagrado colocando uma máquina falsa no lugar da verdadeira.
Antônio Barros disse ainda que na casa de Gerson da Cruz foram encontrados objetos que comprovam o envolvimento no crime. “Foram encontrados documentos, máquinas de clonagem, cartões de crédito, ou seja, tudo para comprovar na Justiça o envolvimento dos presos”, falou.
Depois de trazidos para a delegacia, os acusados foram levados ao Instituto Médico Legal para fazer exames de corpo de delito. O nome da rede supermercados onde trabalhava parte dos presos não foi revelado.
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