18/06/2010
‘Robocop’, o ‘superchupa-cabra’.

VANIA CUNHA.

Rio - No cinema, Robocop é um superpolicial com poderes tecnológicos a serviço do bem. No mundo do crime, o nome batizou a mais recente ousadia de bandidos para clonar cartões de banco e senhas. A máquina — apreendida pela primeira vez no Rio — é uma réplica perfeita da frente de um caixa eletrônico, onde bandidos conseguiam capturar todas as informações confidenciais de clientes de um banco. O ‘superchupa-cabra’ foi desativado semana passada em agência bancária da Rua Barata Ribeiro, em Copacabana.

De acordo com as investigações, a máquina foi feita de acrílico, a partir de um molde original. “A quadrilha roubou a frente de um caixa eletrônico e copiou todos os detalhes, inclusive a cor e o teclado. Ninguém conseguiria descobrir”, disse o inspetor Maurício Bellini, da 4ª DP (Central). Os agentes da delegacia já investigavam a ação da quadrilha de São Paulo, que age no Rio para copiar dados de turistas e sacar seus rendimentos. A partir de uma denúncia, a fraude na máquina foi descoberta.

O ‘Robocop’ — que custa R$ 60 mil no mercado negro de São Paulo — copia de uma vez só informações do cartão e a senha. “Outros ‘chupa-cabras’ usados por bandidos só clonam cartões. Eles têm que colocar uma câmera escondida no caixa para filmar a senha e depois ver qual cliente digitou a senha”, explicou o policial.

Depois que as informações eram armazenadas no ‘Robocop’, os bandidos ficavam em frente ao banco com um laptop — o dispositivo bluetooth da máquina capturava os dados das vítimas. A polícia estima que, a cada 30 cartões copiados, a quadrilha sacava cerca de R$ 150 mil. Na semana do Carnaval, quando a cidade ficou cheia de turistas, o lucro dos criminosos pode ter chegado de R$ 1,5 milhão.


Fonte: O Dia online

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